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Fi-lhos, Por Que Não Tê-lhos?

INTERPRETAÇÃO DA LETRA

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Quando defini o título, que aliás, foi a frase que deu origem à letra, percebi que ele me parecia escrito de maneira errônea, mas decidi mantê-lo, pois foi dessa forma que a pergunta me veio.

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Posteriormente, após a conclusão da letra, analisando-a reparei que na palavra FILHOS, estava implícito que ela não referia-se apenas à designação daqueles que são as nossas crias, nossa continuidade, mas também, o verbo FAZER em conjunto com o pronome oblíquo LHE, combinado com o pronome OS (nossa, agora peguei pesado...(risos)); daí, apesar de não ser nenhum catedrático na nossa amada língua —longe disso—, acredito que minha decisão foi correta, não obstante o fato de que sou sabedor das críticas que receberei por tal deliberação; esclarecendo: o que estava oculto na palavra FILHOS, separei, ficando  assim, FI-LH-OS, então essa era a explicação do porquê de TÊ-LHOS, isto é, se fi-lhos porque não tê-lhos? (se os fiz, porque não os ter?). Com isso acredito que nem todo errado está totalmente errado.

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Esse (não tê-lhos?) "não os ter?", aqui, não trata-se apenas do verbo, mas essencialmente do valor imaterial, do amor verdadeiro e natural (dar-lhes), ensinar, e fazer com que deem frutos; honrá-los e por eles ser honrado.

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Também, a mesma frase leva-nos a uma semelhança com uma outra, famosa, atribuída a um grande político brasileiro, que, como outras, ele negava a autoria, aliás não a encontrei nas buscas que realizei na internet (coisa de se estranhar): "Filhos, por que fi-los". Ao mesmo tempo, remete a outra muito mais famosa, essa, cujo poema a autoria não é negada, ao contrário, coincidentemente escrito no ano do meu nascimento: "Filhos... Filhos? Melhor não tê-los! "

Estou falando de Jânio Quadros e Vinicius de Moraes, em "Enjoadinho", respectivamente!

Confesso que nem uma delas foi responsável por qualquer coisa relevante nesta criação, imagina; quem sou eu para pensar em algo parecido, criado, ou não, por um desses dois...

Admito que, inspiração, mesmo que de maneira subliminar, seja provável. 

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Deixemos de lado os "entrementes" e vamos direto para os "finalmentes" (Odorico Paraguaçu, saudoso Paulo Gracindo).

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Filhos são a continuidade de nossas vidas, da nossa gente, da nossa espécie, do nosso mundo, são os melhores presentes de Deus, afora nossa vida.

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Jamais nos estorvam, ao contrário, sempre nos estimulam, dão sentido à vida.

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Eles consagram nossa vitória, sem luta, que é a melhor de todas, que amam e são amados, sem briga, sem ciúme, sem limite, igualmente, de lado a lado.

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Todos  temos de ter motivos para nossas vidas, sem eles, elas não fazem sentido e, filhos, certamente  encabeçam essa lista. Nos dão força e alegria no viver; transformam nossa felicidade. Por isso é fundamental que sempre os encaremos de cabeça erguida, dispostos a dar-lhes nossas vidas, sem jamais se dar por derrotado, pois eles conseguem transformar o amargo em doce e serem verdadeiros, por inteiro; quer coisa melhor que isso?

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Dar a vida pelos filhos e pelos filhos dos filhos, que são filhos em dobro, é recíproco aos pais, que são naturalmente cúmplices nisso tudo; isso é absolutamente normal, que não precisa de estudo.

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Tudo na vida tem sua compensação, nada é em vão, embora nem sempre saibamos, ou somos dignos dessa compreensão... É o caso do filho sem filhos; a compensação é o amor que estes dedicariam aos seus, porém, se não os têm, esse (amor) seria a nós, os pais, destinados, ou seja, amor dobrado e mesmo que inconscientemente, em dobro retribuído; isso não quer dizer que aos outros é dividido, porquanto, são somados.

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Se eles são os melhores presentes de nossas vidas, faça com que o inverso seja-lhes genuíno, sem a preocupação de mostrar-lhes o quão bom, grande ou qualquer outro adjetivo você tenha; não se preocupe em ser super em nada, seja natural e saiba que será o espelho para toda suas vidas; mas seja herói para seus filhos.

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A trindade é a crença maior dos filhos aos pais, o que inversamente também sempre será , pois ela é única!

Desde set/19

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